Motivos pelos quais t.A.T.u. deixou saudades.





Boa noite, senhores, senhoras e senhoritas. Hoje eu acordei com um sentimento de saudade. Sabe, aquela saudade que você tem de séries antigas, livros que leu na adolescência, desenhos animados que já encerraram e até aquela banda que hoje não faz mais sucesso.


No caso, todos os dias eu sinto saudades de t.A.T.u, ou T.a.t.u, ou "Тату".

Hoje decidi liberar essa saudade e mostrar os motivos pelos quais acredito que essa banda foi incrível.

Para quem não lembrava da banda e está se perguntando o que aconteceu com as meninas, não se assuste. As duas estão muito bem, apenas decidiram seguir carreira solo, formar uma família e abandonar aquela bandeira adolescente e revolucionária que a banda T.a.t.u carregava e exigia por parte do público, pois agora estão adultas, muito bem resolvidas e já desmancharam a MUITO tempo o boato de que eram lésbicas e namoradas.

As duas esclareceram em diversas entrevistas que tudo não passava de um teatro, uma encenação para os que gostaram da ideia e do "ship" das duas. Como sempre foram favoráveis ao o movimento LGBT, as duas sustentaram sua posição de lésbicas nos clipes e nos palcos, que inclusive, deram forças para muitos casais gays e lésbicas assumirem-se e tentarem quebrar o preconceito não só na Rússia, como em todo o mundo.

Sim! T.a.t.u foi uma banda de sucesso internacional, sendo obrigadas a regravar várias de suas músicas em inglês para agradar ao público estrangeiro. Algumas músicas em russo soavam muito estranhas para os leigos da cultura e da língua, reformularam algumas letras para ficarem mais harmoniosas em inglês também.

E sem mais delongas, vamos ao início! O primeiro vídeo das duas que fez sucesso estrondoso, muito mais do que o imaginado, foi nada mais nada menos do que o clipe que todos conhecessem ou já ouviram pelo menos a música.

Versão Russa:



Versão em inglês:



É uma pena que a versão em inglês foi a mais popular aqui no Brasil, pois na minha opinião, a versão russa é bem melhor.


Não preciso nem comentar que o vídeo despertou e saciou vários fetiches masculinos: adolescentes, colegiais, lésbicas e com roupas brancas molhadas na chuva. As duas se protegem do frio e trocam carícias e beijos.

Mas, além da parte erótica e inocente das jovens amantes, existe a parte moral do clipe, que chocou bem mais do que as carícias.

Adultos e jovens do outro lado da grade observando perplexos, com olhares maliciosos, olhares que julgam. Muito provavelmente, os mesmo olhares de um espectador desavisado, que ainda trata homossexualidade como um tabu, principalmente na adolescencia. Uma época precoce, hormônios a flor da pele, imoral, proibido.

Elas pedem ajuda, pois estão presas do outro lado da grade, mas ninguem move um dedo para ajudá-las. Em vez disso, eles falam baixo entre si, protegidos com seus casacos e guarda-chuvas, enquanto as duas estão molhadas e com frio.

Quando finalmente conseguem encontrar a saída, a chuva para e as duas seguem de mãos dadas para a liberdade.

Bem, logo em seguida temos "Nas Ne Dogonyat", ou como ficou internacionalmente conhecido, "Not gonna get us".

Versão Russa: 


 Versão em inglês:



As duas versões me agradaram bastante. Basicamente, Lena e Yulia estão em um trem desgovernado. Parecem com medo, mas o tempo todo se abraçam e mostram proteção uma com a outra. Em vários momentos do clipe, as duas se divertem pela liberdade e incerteza do Trem que segue sem trilhos.


Em sequência temos "30 minutes"


Versão Russa:



Versão em inglês:




Neste clipe vemos uma crise de ciúmes de Yulia, que resolve fazer uma bomba relógio para se vingar de Lena e do rapaz com quem ela encontra aos beijos em um parque de diversões, no carrossel.


O clipe parece ambíguo, pois não se sabe exatamente de quem Yulia está com ciúmes, de Lena ou do rapaz. Neste ponto da história, não sabemos se as duas estão interpretando namoradas ou amigas. As cenas do carrossel são muito quentes e as crianças ao redor parecem não se importar ou não enxergar. 


Talvez uma possível crítica de que casais heterossexuais são invisíveis até quando estão prestes a fazer sexo em cima de um cavalinho de carrossel. Pois exceto Yulia, ninguém está prestando atenção no casal.


Curiosidade: Esse clipe foi gravado com outra ruiva, parecidíssima com a Lena, para ser dublê nestas cenas com o rapaz. Mais um ponto que reforçou, na época, a ideia de que as duas eram namoradas na vida real. 

Não foi divulgado o motivo pelo qual Lena não fez as cenas.


Com esses três clipes a carreira das duas já estava dando um salto para a popularidade e que ainda prometia bastante polemica. E elas não pegaram leve!

Já mostraram mamilos, já fizeram críticas a promiscuidade e repreensão, insinuaram inclusive, cenas de masturbação. Confere aí os vídeos sem censura das garotas:


Beliy Plaschik (Sem Censura)



Beliy Plaschik:




Versão em inglês:




Prostye Dvizheniya:



Lyudi Invalidy:




Versão em inglês:




Malchik Gey (Live):




All About us (Sem censura):




Para quem não sabe, hoje as duas seguem carreira solo. Yulia é casada e tem dois filhos. Lena também é casada e tem um filho.

Houveram uma série de desentendimentos entre as duas com a separação da banda e a mídia tratou de aumentar um pouco essa confusão. Mas hoje em dia, tudo indica que as duas estão cada uma na sua, e até fazem apresentações em dueto para agradar aos fãs da dupla.

Yulia sem dúvida, foi a que mais mudou, com realização de algumas cirurgias plásticas, aplicação de botox e um comentário um tanto quanto hipócrita de sua parte ao anunciar que tem amigos gays mas não gostaria que seu filho fosse, pois gostaria que ele se tornasse um "homem de verdade",  deixando a comunidade LGBT um pouco desapontada.

Lena em contra partida, disse que não pensa igual a sua ex-parceira de banda.

Assim que a dupla se separou, Lena fez uma música em homenagem a Yulia, para provar que apesar dos pesares, elas viveram uma história juntas e que ela nunca poderia esquecer de tudo isso. 

Never Forget You (Sem censura):


E então, o que era T.a.t.u para vocês? Deixem nos comentários e compartilhem conosco momentos nostalgicos se você gostava da banda ou ainda acompanha a carreira delas.

E VAMO QUE VAMO!

- Snow Bunny
Vamo pra frente que é pra frente que "as mala" bate!
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Autor Snow Bunny

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